ONGs querem cassar Anderson Adauto

Representantes de entidades alegam ''constantes danos à imagem de Uberaba''

Eduardo Kattah, O Estadao de S.Paulo

18 de novembro de 2008 | 00h00

Representação com pedido de cassação do mandato do prefeito reeleito de Uberaba (MG), Anderson Adauto (PMDB), foi protocolada ontem na Câmara Municipal da cidade. O documento é assinado por representantes de ONGs e associações de bairros. O documento cita como motivos "os constantes danos à imagem de Uberaba" envolvendo o prefeito, ex-ministro dos Transportes no primeiro mandato do presidente Lula. No início do mês, o juiz Lênin Ignachitti, da 4ª Vara Cível da cidade, determinou o afastamento e o seqüestro dos bens de Adauto, suspeito de envolvimento em um esquema fraudulento para a gestão da rede de saúde, investigado pela Polícia Civil de São Paulo na Operação Parasitas. A liminar foi suspensa. Adauto também foi condenado à perda do cargo e dos direitos políticos por cinco anos, acusado de beneficiar-se com a publicação de sua foto e mensagem em 15 mil agendas. Em ambos os casos, corre o prazo para defesa de Adauto, que nega as acusações. O diretor de Comunicação da prefeitura, Márcio Gennari, acusou a oposição de arquitetar o pedido de cassação e disse que as entidades que o subscrevem não têm "legitimidade".

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