ONGs denunciam 'genocídio' de guaranis

Cópias de um abaixo-assinado já começaram a circular na Espanha e devem chegar logo a outros países

Agência Brasil

22 de setembro de 2008 | 16h40

A campanha a favor da demarcação de terras indígenas no Mato Grosso do Sul está chegando à Europa. Cópias de um abaixo-assinado intitulado Basta de Genocídio: Pela Terra e Vida do Povo Kaiowá Guarani já começaram a circular na Espanha e devem chegar logo a outros países europeus.   Com o apoio do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e de ONGs, o documento já corre o Brasil e outros países da América Latina. Ele deve ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro.   O texto enfatiza que "a voracidade da monocultura do agronegócio" provocou o confinamento de 40 mil índios guaranis numa área de 20 mil hectares, em péssimas condições de vida. Citando casos de mortes de crianças por desnutrição, suicídios entre jovens e homicídio nas áreas indígenas, o texto conclui que existe "um quadro de genocídio" na região.   O documento lembra que o Brasil é signatário da Declaração dos Direitos Indígenas da ONU e da Convenção 169 da OIT, mas não cumpre os termos desses acordos.   Os índios e as ONGs também vão fazer uma campanha de esclarecimento entre a população do Estado. Seria uma forma de se opor ao "ódio contra os povos indígenas" que estaria sendo estimulado por "setores políticos e econômicos".

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