ONG suíça oferece cursos de informática ao MST

Uma reportagem publicada na edição desta quinta-feira do Estado mostrou que recursos do governo suíço estariam servindo para financiar acordos entre organizações não-governamentais (ONGs) da Suíça e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). De acordo com o jornal, um dos trabalhos conduzidos pelas ONGs no Brasil seria o de ajudar o MST a se informatizar.A entidade suíça E-Changer promoveu nos últimos anos cursos de informática para os membros do movimento, não apenas para que possam utilizar a internet, mas também para formar técnicos aptos a reparar computadores danificados.O MST confirmou que recebe apoio de ONGs suíças. Segundo um de seus líderes, José Batista de Oliveira, a E-Changer ajuda a manter os 30 telecentros, espaços de inclusão digital, no País. Ele disse que não poderia precisar o valor recebido das ONGs nos últimos anos. "O apoio é uma demonstração de solidariedade internacional à reforma agrária", justificou.Segurança eletrônicaEm uma reunião realizada na semana passada no centro de Genebra com outras ONGs, o suíço Pascal Angst contou sua experiência no Brasil e revelou que uma das preocupações do MST era formar especialistas em informática para não precisar chamar técnicos de fora. Segundo ele explicou à platéia de cerca de 30 pessoas, já ocorreram tentativas de roubo das informações eletrônicas do MST por supostos técnicos de informática vindos "de fora". Outro cuidado é com o envio de e-mails e troca de informações pela rede de computadores. Angst, que acaba de retornar do Brasil depois de seis anos trabalhando no projeto, explicou em sua reunião que uma das orientações que vem dando é para que nem tudo seja dito por meio de e-mails e que a questão de segurança deve ser pensada como fundamental.Durante o encontro, ele estendeu uma bandeira do MST na sala, enquanto os participantes debatiam a situação brasileira. Os organizadores do evento, ligados aos sindicatos locais, ainda passaram aos participantes um abaixo-assinado para pedir apoio à candidatura do presidente da Bolívia, Evo Morales, para ser o ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2007. Praticamente todos os presentes na sala aderiram ao pedido de apoio a Evo.

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