ONG proibida de funcionar deixou País há 20 anos

SOS Kinderdorf, da Áustria, atua desde 1990 com entidade nacional

Felipe Recondo, O Estadao de S.Paulo

04 de julho de 2009 | 00h00

Incluída na lista de organizações não-governamentais estrangeiras proibidas de funcionar no Brasil, a SOS Kinderdorf justificou não ter se recadastrado, como exigia o Ministério da Justiça, por ter deixado de operar no País desde 1990. Desde então, a SOS Kinderdorf é representada por uma ONG brasileira, a Aldeias Infantis SOS Brasil. Por ser nacional, essa organização não precisou se recadastrar e, por isso, pode funcionar normalmente. "Salientamos que a Organização Aldeias Infantis SOS Brasil está devidamente cadastrada junto aos órgãos públicos nacionais em todas as instâncias, possuindo registros e certidões que autorizam o seu funcionamento em âmbito nacional, é membro atuante em vários conselhos que buscam a garantia dos direitos de crianças e adolescentes no País e que todas as suas prestações de contas são auditadas pela empresa de auditoria Deloitte", afirmou a gestora nacional da organização, Sandra Greco da Fonseca, em nota.A SOS Kinderdorf, sediada na Áustria, transferiu suas atividades para a ONG brasileira e repassa periodicamente recursos necessários para o atendimento de crianças e adolescentes. A arrecadação de recursos no Brasil equivale a 20% do que é gasto pela organização. Os 80% restantes são obtidos pela SOS Kinderdorf a partir de doações espontâneas. EXIGÊNCIAA lista oficial das ONGs estrangeiras que não cumpriram a exigência de se recadastrarem foi obtida pelo Estado na semana passada e divulgada no último domingo. Entre as 67 entidades citadas, está o nome da SOS Kinderdorf. A reportagem ressalta que as ONGs que já tivessem se nacionalizado não precisariam se recadastrar. A SOS Kinderdorf não se recadastrou, o que não a impede de repassar recursos para uma organização nacional que a represente.

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