ONG diz que Lula é o mais bem avaliado entre 18 líderes

Ranking elaborado pela ONG chilena Corporación Latinobarómetro aponta, pela primeira vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o líder mais bem avaliado pela opinião pública entre países da comunidade ibero-americana . Aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente, o rei Juan Carlos, da Espanha, e seu primeiro-ministro, José Luis Zapatero. Foram ouvidas 20.217 pessoas em 18 países, entre setembro e outubro. Em escala de zero a dez, Lula recebeu nota 5,9. Em 2007 e 2006 ele havia ficado com 5,6, e, em 2005, com 5,8. No ano passado, Juan Carlos estava em primeiro, com 5,9, e Lula e Zapatero empatavam no segundo lugar. Além de sondar a popularidade dos líderes, a Latinobarómetro elabora, desde 1996, um quadro de avaliação do sistema democrático. A pesquisa recém-divulgada revela que a estabilidade e o crescimento econômico da região ajudaram a fortalecer a democracia - em 12 dos 18 países ela tem hoje mais prestígio do que em anos anteriores. No Brasil, esse apoio é dado por 47% dos cidadãos, ante 43% em 2007 - números bem melhores que os de 2001, quando o índice não passava de 30%.Mas a grande virada aconteceu no Paraguai, que acaba de eleger um presidente de oposição. O índice de "preferência democrática" passou, nesse país, de 33% no ano passado para 53% agora - um salto de 20 pontos porcentuais. Na Venezuela, foram 15 pontos a mais - de 67% para 82% entre 2007 e 2008. O Latinobarómetro ouviu 20.217 pessoas de 18 países, entre setembro e outubro, e detectou que o gosto pela democracia aumentou em 12 deles.O trabalho revela também que, para 59% de cidadãos do continente, a forma mais eficaz de mudar as coisas é pelo voto e 56% consideram a economia de mercado "o único sistema" capaz de desenvolver seu país. Outros 16% entendem que as transformações só virão se as pessoas se envolverem em movimentos por mudanças imediatas. A preferência por eleições para introduzir mudanças em uma sociedade sobe a 80% na Venezuela. No Brasil esse índice está hoje em 58%. Os brasileiros se destacam, porém, como o povo mais tolerante à ação de partidos extremistas - apenas 23% dos consultados defendem que eles sejam proibidos. Na Bolívia, 57% de pessoas são contra esses grupos radicais.

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