Onde está o marqueteiro?

Visual casual divide a cena com flashes de dar inveja a ex-BBBs e um discurso propositalmente despretensioso

Keila Jimenez, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2010 | 11h14

A entrada não diz muita coisa, mas logo se entende que o dono da festa é outro: José Serra. O visual casual divide a cena com flashes de dar inveja a ex-BBBs e um discurso propositalmente despretensioso do candidato. A cara de paisagem é geral. Não há roteiro, atores bem vestidos, recursos audiovisuais... O marqueteiro sumiu? Populares têm suas histórias relatadas sem emoção folhetinesca. Políticos atacam a concorrência sem veemência e vinhetas jogadas separam os temas.

 

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David Fleischer: Programa evitou tom agressivo

Adilson Xavier: Simplicidade ou falta de recurso

 

É então que Serra abandona a cara de quem perdeu o carro no estacionamento do shopping e se aproxima do público, falando do pai. O discurso se inflama. As palmas ganham quorum, o "Brasil", que andava sumido no texto, vira uma nação de "todos irmãos" e o desfecho entrega a natureza da atração: campanha política sim, com todas as regras e códigos que o espetáculo pede.

 

Keila Jimenez é colunista de TV de 'O Estado'

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DEM Jose Serra propaganda partidaria

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