Ondas eletromagnéticas podem ter causado o desastre de Alcântara

A Aeronáutica trabalha com as hipóteses de choque ou interferências de ondas eletromagnéticas para justificar o incêndio que destruiu o Veículo Lançador de Satélite (VLS), em Alcântara, onde morreram 21 pessoas, na sexta-feira passada. Quase toda a elite do setor aeroespacial brasileiro. Os técnicos que trabalham nas investigações descartam uma falha mecânica nos equipamentos, mas admitem que podem não chegar a uma definição sobre o que aconteceu. "Vamos fazer um pente fino, mas podemos não chegar a uma conclusão, mas apenas listar as possibilidades do acidente", afirmou o engenheiro Mauro Dolinsky, vice-diretor de Espaço do Instituto Aeroespacial (IAER). Segundo o comandante do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), brigadeiro Tiago da Silva Ribeiro, a certeza apenas é que o acidente não foi causado por um motivo grosseiro, como acionar um botão errado.Ele explicou que o fogo começou com o acionamento da ignição do motor do primeiro estágio, ocasionando também a auto-destruição ou explosão dos outros três, mas os motivos que levaram o acionamento do mecanismo não foi ainda detectado."Não se trabalha com a hipótese de falha mecânica", afirma Ribeiro, ressaltando que o acionamento do motor pode ter sido causado por componentes elétricos com indução de ondas eletromagnéticas, ou por um choque, que seria um impacto causado até mesmo por um martelo, apesar das áreas sensíveis serem bem protegidas.A Aeronáutica praticamente descarta a possibilidade de sabotagem e descarga elétrica causada por raio, já que o controle metereológico estava acionado.

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