Onda ideológica torna apoio a exportações algo condenável, diz ex-diretor do BNDES

Luiz Eduardo Melin reagiu às críticas sobre financiamento de projetos pela instituição que é alvo da CPI que investiga o banco no Congresso

Vinicius Neder, O Estado de S. Paulo

04 Novembro 2015 | 12h29

RIO - O ex-diretor das áreas internacional e comércio exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luiz Eduardo Melin reagiu nesta quarta-feira, 4, às críticas sobre o financiamento de projetos pela instituição, um dos alvos da CPI que investiga o banco no Congresso. Melin afirmou que, por causa de uma "onda ideológica" e da disputa política, o Brasil está hoje numa situação "esdrúxula" em que, mesmo tendo poucos mecanismos disponíveis, a ideia de apoio do governo as exportações tornou-se condenável. 

A CPI foi instalada em agosto para investigar os contratos de financiamento do BNDES.

"Hoje, a ideia de apoio às exportações se tornou um anátema", afirmou Melin, destacando que os "parcos" instrumentos disponíveis no Brasil estão deixando de ser usados, em parte porque os servidores dos órgãos responsáveis pelas políticas de promoção comercial estão "intimidados", com receio de serem acusados de atuarem em "mal feitos". 

Melin comparou a ação do Brasil com outros países. Segundo ele, enquanto por aqui o financiamento a projetos na África é criticado, os EUA lançaram o Power Africa, programa de US$ 6 bilhões para financiar investimentos em energia com tecnologia norte-americana no continente africano, coordenando o trabalho de 14 agências do governo.

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