OMS vem ao Brasil conhecer programa de combate à aids

O programa brasileiro de combate àaids é destaque no Relatório Mundial de Saúde que serádivulgado no dia 18. "O relatório não trará um ranking dospaíses, mas esboçará experiências que são objeto de maisatenção com relação à aids, à pneumonia aguda, saúde mental e outros",informou ontem o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde(OMS), Jong Wook-Lee. Ele está no País para conhecer o programabrasileiro, que servirá de inspiração para outros paísescumprirem a meta da OMS de oferecer tratamento para 3 milhõesde pacientes de aids até 2005. Wook-Lee quer saber como tem sido a resposta dospacientes aos remédios distribuídos gratuitamente. Ele buscadetalhes sobre a seleção dos pacientes, dos postos dediagnóstico e o envolvimento de agentes comunitários. O diretortambém está curioso para saber como são monitoradas as pessoasem tratamento, já que passarão a vida toda tomando os remédios. A meta da OMS é tornar gratuitos os remédios paradoentes com aids no mundo. O diretor ressaltou, entretanto, quealguém tem de pagar os custos da produção dos medicamentos. Umasaída é aumentar as doações para o fundo global, para sustentaro gasto anual de US$ 10 bilhões com o tratamento da aids. Hoje,as doações não atingem metade deste valor. Wook-Lee esperareceber contribuições maiores do Reino Unido, Escandinávia,União Européia e Japão. A OMS também investe na negociação depreços. "A simples redução de preços não é suficiente; osremédios devem ser eficazes." Guerra - O diretor-geral disse que aids, tuberculose emalária são as principais doenças fatais no mundo atual. Masreconheceu que os países devem também se precaver para umaeventual guerra biológica, qualificando profissionais emelhorando a estrutura de atendimento. O assunto não éresponsabilidade da OMS, disse o diretor, mas a organização temmantido a vigilância global.

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