OMS sugere identificar pessoas que tiveram contato com jornalista

O governo brasileiro deveria identificar todas as pessoas que estiveram em contato com a jornalista inglesa que poderia estar contaminada pela pneumonia atípica e que está internada em São Paulo. A recomendação é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirmou ao Estado que está acompanhando "com atenção" as notícias sobre a possibilidade de que a suspeita seja confirmada. Ontem, a OMS já incluía o caso brasileiro na lista de suspeitas que existem de contaminação da doença. "Com o caso no Brasil, a pneumonia atípica chega a quatro continentes", afirma a OMS, que aponta a existência de 2270 casos em 18 países, com 79 mortes. Segundo Dick Thompson, porta-voz da OMS em Genebra, além de identificar com quem a pessoa esteve, o Brasil precisará monitorar constantemente o estado de saúde dessas pessoas. "Mesmo sem saber se a pessoa de fato está contaminada, estamos recomendando a todos os governos que, assim que uma suspeita surge, façam um rastreamento de todos os que tiveram qualquer tipo de contato com o suposto paciente ", afirma Thompson. Um dos pontos principais da recomendação é saber se as pessoas próximas ao paciente, inclusive enfermeiras e médicos, também apresentam febre ou problemas para respirar. "Neste ponto em que ainda não sabemos como tratar da doença e como ela se propaga, todas as medidas que puderem ser tomadas devem ser consideradas para evitar a proliferação do número de casos", afirma o porta-voz da OMS. De acordo com a organização, os contatos entre Brasília e os funcionários da agência da ONU estão ocorrendo de forma regular, o que possibilita que a OMS possa dar toda a assistência e responder a todas as perguntas que sejam feitas por parte do governo do Brasil. Veja o índice de notícias sobre a pneumonia atípica

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