OMS recomenda menos preconceito com drogados

Relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde alerta para a necessidade de se reduzir o preconceito contra a dependência química. Ao mesmo tempo, a organização enfatiza a urgência em garantir o acesso ao tratamento para pacientes. ?Ele tem de ser considerado um direito, não um privilégio?, afirmou a diretora-assistente de doenças não-transmissíveis e saúde mental da OMS, Catherine Le Galès-Camus.Ela lançou o documento "Neurociências: Consumo e Dependência de Substâncias Psicoativas" que alerta para o fato de que o consumo mundial do álcool, do tabaco e outras substâncias lícitas aumenta rapidamente, o que contribuiu para a carga de doenças em todo o mundo. Em 2000, o tabaco contribui com 4,1% e o álcool, com 4% para a carga de doenças. Índice menor do que o resgistrado pelas substâncias ilícitas, que foi de 0,8%.No Brasil, o destaque fica para o álcool. A assessora regional sobre abuso do álcool e outras drogas da OMS, Maristela Monteiro, disse que no padrão de risco de consumo da bebida, com escala que vai de 1 a 4, o Brasil apresenta o índice de 3,5. ?Quanto maior o consumo agudo, maior o risco de acidentes de trânsito, de violência doméstica, de violência contra a criança?, afirma. A propaganda de bebida, avalia, incentiva esse comportamento. ?Ela cria um clima social de aceitação do consumo de álcool e subliminarmente traz a mensagem de que a intoxicação, o ficar bêbado, integra o ritual das festas, das comemorações?, disse.

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