OMS pede pressa na distribuição de remédios aos países pobres

A Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um apelo para que os países que acabam de assinar um acordo sobre o acesso a remédios na Organização Mundial do Comércio (OMC) comecem a implementar com urgência o tratado para que as populações dos países mais pobres possam começar a receber tratamento para aids, tuberculose e malária.No último sábado, a OMC aprovou um acordo que permite que países sem a capacidade de produzir remédios genéricos possam quebrar patentes e importar os produtos de outros mercados. O tratado, que levou mais de dois anos para ser negociado, foi criticado por organizações não-governamentais (ongs) que denunciam o mecanismo de exigir ainda condições para que os países possam importar os remédios. Entre essas exigências, os países interessados em importar genéricos devem notificar à OMC de que não contam com a capacidade técnica de produzir os remédios que necessitam. Entidades como a Oxfam e Médicos Sem Fronteira acusam essa exigência de abrir espaço para que os países ricos criem problemas para evitar perder mercados. Mesmo assim, a OMS, a agência de saúde da ONU, tenta minimizar os pontos polêmicos do acordo. Segundo a entidade, o sucesso do tratado depende de como os países pobres adotarão o mecanismo. A OMS garante que dará toda a assistência necessária para que os governos possam aproveitar do novo acordo e garantir que os remédios que cheguem aos países consigam de fato serem distribuídos àqueles que necessitam.O desenvolvimento de uma infra-estrutura básica de distribuição nos países pobres também é destacado pela Federação Internacional de Indústrias Farmacêuticas, entidade que representa as multinacionais americanas, como condição para que o acordo tenha qualquer eficácia.

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