OMS apresenta seu plano mundial conta a obesidade

Os governos reunidos no comitê executivo da Organização Mundial da Saúde incluindo os Estados Unidos ? vistos como resistentes ao projeto - aceiram, hoje, cautelosamente um plano mundial para promover estilos de vida mais saudáveis, na tentativa de reduzir a obesidade e ajudar no combate às doenças do coração e diabetes no mundo.O projeto de Estratégia Global de Dieta, Atividade Física e Saúde feito pela OMS, um documento de 18 páginas, apresentado na reunião de 32 países da do comitê executivo ? tem como objetivo guiar os esforços internacionais na luta contra um mal, freqüentemente descrito como alimentação errada e ausência de exercícios, que atinge praticamente o mundo inteiro.Cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo são obesas e 750 milhões estão acima do peso, incluindo 22 milhões de crianças com menos de cinco anos, de acordo com a Força Tarefa Internacional contra a Obesidade. Antes um problema específico dos países industrializados, a obesidade agora atinge também os países em desenvolvimento. Doenças não determinadas, que incluem problemas cardiovasculares e diabetes, matam cerca de 34 milhões de pessoas por ano, ou cerca de 60% das mortes anuais em todo o mundo. A maioria, dá-se em países pobres.A proposta da OMS aos governos inclui pressionar a indústria a fazer cortes mais profundos no açúcar e gordura dos alimentos e mudar sua política de preços e sua publicidade para promover dietas mais saudáveis.?Precisamos uma estratégia para tirar-nos da zona de conforto, porque mais do mesmo claramente não é uma opção?, disse hoje o delegado da Nova Zelândia, Gillian Smith, durante a reunião de três horas.Diferentemente do acordo marcante para controle do fumo, feito este ano pela OMS, o documento não leva a um pacto obrigando os membros da organização a respeitar suas prescrições.Algumas das sugestões, porém? particularmente recomendações a respeito do açúcar ?, fizeram a indústria de alimentos espernear, dizendo que a OMS está desorientada e baseada em ciência falha. Mas a Grocery Manufacturers of America, a maior associação de indústrias de alimentos e bebidas do mundo, com membros que incluem a PepsiCo Inc. e a Hershey Foods Corp., diz estar compromissada com a OMS no combate à obesidade.O governo do presidente George W. Bush foi alvo de críticas por supostamente submeter-se à indústria de alimentos e tentar diluir o documento. Anteriormente, neste mês, os membros da OMS envolvidos na campanha já haviam passado uma descompostura no chefe da delegação americana, William Steiger ? assistente especial para assuntos internacionais do Departamento de Saúde e Serviços Humanos ? depois que ele escreveu para o dr. . Lee Jong-wook, diretor-geral da OMS, duvidando do estudo da organização, que foi usado como base para a estratégia contra a obesidade.Steiger disse que o relatório da OMS não especificava adequadamente as responsabilidades individuais para equilibrar um regime com atividades físicas e objetou contra individualizar tipos específicos de alimentos, como ricos em gordura e açúcar.?Os indivíduos terão de adaptar qualquer recomendação da estratégia para suas próprias vidas?, Steiger disse hoje ao comitê executivo. ?No fundo, tudo isto é sobre como motivamos as pessoas, como mudamos atitudes e como mudamos comportamentos. Se essa estratégia não é relevante para os indivíduos, não vai acontecer nada.?Os estrategistas já enfatizaram que é necessária uma ação de governo para o implementar o plano.?O bem público, não benefícios corporativos, deveriam ser mais importantes nas recomendações e políticas de governo?, disse Julian Edwards, chefe da organização londrina Consumers International.Funcionários americanos garantiram que as preocupações de seu governo baseiam-se em ciência e não nos pontos de vista da indústria.O comitê executivo da OMS, do qual os EUA são membros, também aceitaram a proposta da ONU que concede aos governos mais tempo para sugerir mudanças no documento antes que seja apresentado aos 192 países da Assembléia Mundial da Saúde, em maio, para aprovação final.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.