Oito senadores do PT assinaram manifesto pró-rebeldes

O manifesto que levou o líder do PT no Senado, Tião Viana, a ameaçar renunciar, faz um apelo ?aos companheiros da Executiva Nacional? do partido para que seja revista a decisão de levar ao Conselho de Ética petista o pedido de punição aos parlamentares rebeldes ? Heloísa Helena, João Batista Babá e Luciana Genro. O texto defende o ?legítimo direito ao debate?. Ao mesmo tempo, cobra dos rebeldes ?atitudes mais construtivas, caracterizadas pelo respeito ao governo, para com o presidente, seus ministors, bem como para com as bancadas e a direção do partido. O manifesto foi assinado pelos senadores Ana Júlia Carepa (PA), Delcídio Amaral (MS), Eduardo Suplicy (SP), Flávio Arns (PR), Paulo Paim (RS), Saturnino Braga (RJ), Serys Slhessarenko (MT) e Sibá Machado (AC).O texto foi elaborado ontem pelo senador Eduardo Suplicy e pelo Tarcício Zimmermann. O senador Paulo Paim confirmou à Agência Estado que, hoje pela manhã, na reunião da bancada, Viana afirmou ter ficado desprestigiado ao ler na imprensa que oito senadores (dos 14 da bancada) haviam assinado o documento. "Se for assim, eu renuncio ao cargo", disse Viana segundo relato de Paim. CâmaraO líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino, pediu aos deputados que articularam o documento solicitando à Executiva do partido a reavaliação do pedido de suspensão dos radicais, que suspenda a tramitação como forma de abrir o diálogo na legenda. "Foi uma movimentação sem intenção de confrontar a direção do partido. Mas pode ter sido feito em momento inadequado", disse Pellegrino, que não assinou o documento. Na Câmara, cerca de 30 deputados petistas o assinaram.

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