Oito são presos em central telefônica ligada ao PCC

Policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, interior de São Paulo, encontraram na quinta-feira uma central telefônica que servia a presos de unidades prisionais da região e de outras cidades do Estado, incluindo a capital. Pelo telefone, presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) solicitavam pequenas porções de entorpecentes e telefones celulares, entregues nos presídios, nos dias de visita, pelas "telefonistas".Cinco mulheres e três homens foram detidos no apartamento onde estava instalada a central, na avenida Herbert de Souza, na periferia de Campinas. As mulheres têm passagem pela polícia por tráfico e duas são foragidas. Os homens, por roubos e furtos. Tânia Delizário, Sandra de Lourdes Coimbra, Ana Rita Cândido do Carmo, as irmãs Roberta Mendes Moço e Fabiana Mendes Moço foram encaminhadas para cadeias femininas da região. Sandra e Ana eram procuradas pela polícia. Wesley Fernandes Rios, Roberto Carlos Suprimo e Mateus Carias de Lima permanecem detidos em Campinas. Todos foram autuados por tráfico e associação para fins de tráfico. O grupo estava sendo investigado há quatro semanas pela Dise, segundo o delegado Marcos Casseb. A central, instalada há 45 dias, funcionava com senha de acesso, obtida pelos associados após o pagamento de uma taxa mensal de R$ 150, ou quinzenal, de R$ 75. Os presos utilizavam celulares pré-pagos para solicitar telefonemas a parentes, familiares e a outros criminosos em liberdade.O número do celular, identificado por bina, associado a uma senha, permitia que os presos utilizassem a central. "A senha servia para identificar e confirmar que o preso estava em dia com o pagamento da taxa. Vários presos podia usar o mesmo celular e a respectiva senha", disse Casseb. Drogas No apartamento, a polícia apreendeu meio quilo de maconha, dividido em pequenas porções, e vários telefones celulares. De acordo com o delegado, os integrantes do grupo não eram diretamente ligados ao PCC, mas serviam à organização criminosa. Numa primeira investigação, a polícia localizou telefonemas de cadeias em várias cidades, como Iperó, Itirapina e São Paulo, além do Complexo Hortolândia-Campinas. A entrega de entorpecentes e celulares era feita somente nas cadeias próximas.O delegado comentou que a central recebia pelo menos 400 telefonemas diários, durante o horário de funcionamento, das 9h à meia-noite.

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