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OIT: Brasil tem cobertura social abaixo de emergentes

Os trabalhadores brasileiros estão menos protegidos que a média dos trabalhadores de países emergentes e das economias ricas. Essas são algumas das conclusões da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que publicou ontem o primeiro levantamento em 15 anos sobre todas as políticas sociais de 184 países e aponta como programas de assistência são fundamentais para lidar com a pobreza.

AE, Agência Estado

17 de novembro de 2010 | 12h03

Apenas uma a cada cinco pessoas no planeta se beneficia de algum tipo de programa social, a grande maioria delas nos países ricos. A constatação é de que 84,6% da população mundial desempregada não recebe benefícios ou seguro desemprego. Quase cem países não dão sequer um centavo a seus desempregados, a maioria deles na África.

Mas, entre os países que contam com algum programa social, a OIT aponta o Brasil como um dos piores em termos de assistência aos desempregados. Entre os 60 países que concedem algum tipo de benefício, só seis estão em situação pior.

No Brasil, 93% dos desempregados não recebem qualquer tipo de assistência ou seguro desemprego. Trabalhadores em países como a Bulgária, África do Sul, Rússia, China, Ucrânia, Turquia e outros emergentes estão em situação melhor que a do brasileiro. Na China, por exemplo, 13% dos desempregados recebem ajuda. Na Tailândia, são 15%.

A OIT admite que o governo brasileiro respondeu à crise econômica com uma ampliação do seguro desemprego, permitindo mais dois meses de ajuda para 103 mil pessoas, 20% dos que recebem benefícios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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