OGX e MMX despencam após busca na casa de Eike Batista

Segundo analista, não é só a ação da PF que pesa sobre os papéis das duas empresas, e cita o cenário externo

Lucia Kassai, da Agência Estado

11 de julho de 2008 | 13h46

As ações da mineradora MMX (-13,49%) e da petrolífera OGX (-11,72%, em leilão) despencavam na Bolsa brasileira no início do pregão nesta sexta-feira, 11. A Polícia Federal confirmou que executou mandado de busca e apreensão de documentos na casa do empresário Eike Batista, controlador das empresas, e na sede da MMX. A ação faz parte da Operação Toque de Midas, que investiga irregularidades na concessão da estrada de ferro do Amapá, que liga os municípios de Serra do Navio e Santana. A concessão é administrada hoje pela MMX Amapá, cujo controle foi vendido no início do ano para a companhia sul-africana Anglo American.  Veja também:Eike Batista é alvo da PF em ação contra fraude em licitações  As ações da Polícia Federal no governo Lula Os papéis de OGX já abriram o pregão desta sexta-feira em queda. Em relação ao preço de estréia na Bolsa, em junho deste ano, a ação acumula queda de 29,35%. Na ponta vendedora, destaque para Credit Suisse, Merrill Lynch e Interfloat. Já as ON de MMX, que caíam 1,87% há cerca de uma hora, aceleraram as perdas e agora despencam 13,49%, puxadas por vendas das corretoras UBS Pactual, Investshop e Santander. Segundo um analista, não é só a ação da PF que está pesando sobre os papéis das duas empresas. Nesta sexta, o mau humor tanto do Dow Jones (-1,78%) quanto do S&P 500 (-1,71%) alimentam vendas dos estrangeiros, que tiveram participação importante na oferta inicial de ações das duas empresas.

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