OEA pede explicações sobre vítimas do Araguaia

O governo brasileiro recebeu, na última semana, o pedido de explicações da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a demanda apresentada por representantes das vítimas e familiares da guerrilha do Araguaia, que denuncia violações dos direitos humanos cometidas por militares na região sul do Pará entre 1972 e 1975.

Ivan Marsiglia, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2009 | 00h00

Segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), o documento - cujo conteúdo foi revelado pelo Estado no último dia 25 de agosto - chegou oficialmente às mãos do governo no dia 2 deste mês com prazo até 2 de novembro para a defesa.

Apresentada pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro, Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos de São Paulo e Centro Pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil), a demanda pede que o governo brasileiro seja julgado por detenção arbitrária, tortura e desaparecimento de 70 pessoas, entre camponeses e militantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

Os familiares recorreram à corte interamericana após 27 anos de disputas na Justiça civil brasileira para conhecer os fatos e localizar os restos mortais das vítimas. Para Beatriz Affonso, diretora do escritório brasileiro do Cejil, o governo só decidiu organizar uma força-tarefa para a busca de ossadas após saber que a corte pediria explicações.

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