Odebrecht terá semana decisiva para seu futuro

Holding tem de concluir negociações para quitar dívida de R$ 500 milhões e anunciar o novo presidente do conselho de administração

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2018 | 05h00

O grupo Odebrecht tem uma semana decisiva pela frente para resolver sua vida financeira. Até quinta-feira, a holding precisa concluir as negociações para quitar dívida de R$ 500 milhões da construtora e anunciar o novo presidente do conselho de administração que vai substituir Emílio Odebrecht. Espera-se também o fechamento do acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU), ambos em fase avançada.

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A questão mais urgente é pagar a dívida. A empresa negocia com bancos uma capitalização que pode chegar a R$ 2,5 bilhões. Em nota, a Odebrecht afirmou que continua empenhada na negociação, classificada como complexa e demorada. “Essa é uma operação de caráter estruturante para a Odebrecht e que ao mesmo tempo beneficiará todos os credores”, diz o texto.

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O montante envolvido seria suficiente para quitar a dívida e dar fôlego para a empresa se estruturar. Com a Operação Lava Jato, a companhia teve um baque nas receitas. A construtora, que era a segunda maior fonte de recursos do conglomerado, despencou. Em 2014, o estoque de projetos em carteira era de US$ 33,8 bilhões. Até setembro passado, havia recuado para US$ 14,4 bilhões.

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Outra medida importante e com repercussão no mercado é a mudança no conselho de administração. A expectativa é de que o novo presidente seja Newton de Souza, homem de confiança de Emílio Odebrecht. Nas últimas semanas, o nome de outro executivo, Ruy Sampaio, surgiu no mercado, mas a aposta continua sendo Souza. 

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