Odebrecht pagou orientador para filho de Lula, diz jornal

As informações foram prestadas pelo ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira Alexandrino Alencar, apontado como principal interlocutor de Lula com a empresa

O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2017 | 16h46

Um dos favores feitos pela Odebrecht para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o pagamento de um orientador de carreira para Luís Cláudio Lula Da Silva, filho do ex-presidente. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo, 19. O treinamento, segundo o jornal, teria como objetivo ensinar técnicas de gestão para Luis Cláudio, que tentava, à época, criar a empresa Touchdown Promoções e Eventos Esportivos.

Ao jornal, o Instituto Lula disse que não comentaria "supostas informações incompletas baseadas em supostos documentos". No caso da revelação sobre Luis Cláudio, segundo a reportagem, as informações foram prestadas pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar, apontado como principal interlocutor de Lula com a empreiteira baiana.

Ainda segundo o jornal, a contratação foi realizada e seria um dos diversos serviços que a Odebrecht prestou ao ex-presidente - outro caso citado são as reformas no sítio de  Atibaia frequentado pela família Lula.

De acordo com a reportagem, Alexandrino teve uma negociação de delação dificil com os procuradores porque, no começo, resistiu a revelar suas relações com a família Lula. A informação referente à contratação do orientador de carreiras para Luís Cláudio teria sido decisiva para que o executivo conseguisse fechar seu acordo.

Luis Cláudio é o filho caçula de Lula e Marisa Letícia, que morreu no início deste mês. Luis Cláudio já foi citado na Operação Zelotes. A empresa do filho do ex-presidente aparece na quebra de sigilo do escritório de Marcondes & Mautoni, apontado como pertencente a um lobista, como destinatário de R$ 2,5 milhões.

A defesa de Luis Cláudio não respondeu aos questionamentos sobre o caso, segundo a reportagem.

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