Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Odebrecht nega propina a ex-gerente da Petrobrás

Construtora diz que transação se trata de compra de títulos no exterior

José Roberto Gomes, O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2015 | 11h40

A Odebrecht negou ter realizado qualquer depósito em nome de Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobrás. Em nova fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, a empreiteira foi acusada de pagar propina à off-shore Canyon View Assets, controlada pelo ex-executivo da estatal. De acordo com a Odebrecht, o que ocorreu foi uma aquisição de títulos ("bonds") da Odebrecht no exterior por Barusco.

Em despacho assinado pelo juiz Sergio Moro, este diz que não é possível, ainda, afastar a possibilidade de que a compra "tenha se dado mediante recursos de terceiros". Entretanto, ele afirma que são necessários "melhores esclarecimentos sobre a referida transação antes de conclusão de que constituiu pagamento de propina".

Na sexta-feira, 19, a Polícia Federal prendeu as cúpulas da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, as duas maiores empreiteiras do País. Foram presos preventivamente o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, além de outros dez executivos ligados às duas construtoras.

 

Batizada de Operação Erga Omnes, a 14ª fase da Lava Jato é uma continuidade do cerco ao chamado braço empresarial do esquema de corrupção na Petrobrás iniciado em novembro do ano passado com a prisão de outros 15 executivos e ex-dirigentes de empreiteiras suspeitas de formar um cartel para atuar em contratos com a estatal. 

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