Odebrecht diz que prisões na nova fase da Lava Jato 'são desnecessárias'

Presidente e executivos da empresa foram presos na nova etapa da força-tarefa que investiga esquema de corrupção na Petrobrás

Elizabeth Lopes, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2015 | 09h17

SÃO PAULO - A Construtora Norberto Odebrecht (CNO) confirmou a operação da Polícia Federal, deflagrada nesta sexta-feira, 19, em seus escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão e mandados de prisão e condução coercitiva.

Em nota, a empreiteira avaliou que esses mandados são desnecessários, sob alegação de que a empresa e seus executivos, desde o início da operação Lava Jato, sempre estiveram à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. 

Na 14ª da Operação Lava Jato deflagrada hoje, 19, batizada de Operação Erga Omnes, os alvos são a Construtora Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez - duas das maiores empreiteiras do País, suspeitas de corrupção e cartel. Da Odebrecht, além dos executivos Márcio Farias e Rogério Araújo, foram presos também o presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e o executivo Alexandre Alencar. E da Andrade Gutierrez, o seu presidente, Otávio Azevedo, está entre os presos. 

Eles estão sob suspeita desde setembro de 2014 quando foram citados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás como responsáveis pelo pagamento de US$ 23 milhões de propina da Odebrecht para uma conta aberta na Suíça.

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