Odebrecht aponta 'vingança concorrencial' da Camargo Corrêa

A Odebrecht, maior empreiteira do País, atribui a ''um sentimento de vingança concorrencial'' a menção a seu nome no depoimento do ex-vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, à Justiça Federal nos autos da Operação Lava Jato. Segundo a Odebrecht, ''não surpreende'' que executivos da Camargo Corrêa, em regime de delação premiada, façam declaração "para negociar benefícios penais".

Estadão Conteúdo

19 de maio de 2015 | 20h21

Nesta segunda feira, 18, Eduardo Leite, afastado da Camargo Corrêa porque foi preso pela Operação Lava Jato, apontou em depoimento à Justiça Federal no Paraná os nomes de Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, e de Márcio Faria, diretor da Odebrecht, como dois representantes de empresas que sabiam do esquema de propina na Petrobrás.

Segundo Eduardo Leite, a UTC e a Odebrecht "também pagaram propina" A Odebrecht é citada na Lava Jato. Ela teria depositado cerca de US$ 30 milhões em contas secretas do ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera Paulo Roberto Costa, na Suíça.

A empreiteira rechaça com veemência pagamento de propinas. A empreiteira ressalta que "sempre foram públicas as desavenças entre a Camargo Corrêa e a Odebrecht na disputa de importantes contratos". Para a Odebrecht ''não supreende que executivos da Camargo, obrigados a prestarem declaração para negociar benefícios penais, o façam motivados por um sentimento de vingança concorrencial''

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