Ocupação pára serviços essenciais da UnB, alerta reitoria

Estudantes ocupam prédio da universidade desde o dia 3, apesar da determinação de reintegração de posse

Milton F.da Rocha Filho, da Agência Estado,

08 de abril de 2008 | 11h36

A reitoria da Universidade de Brasília (Unb) explica, em nota divulgada nesta terça-feira, 8, que a invasão do prédio pelos estudantes "compromete o funcionamento da Universidade pela interrupção dos serviços administrativos essenciais lá instalados". Estudantes da UnB ocupam o prédio da reitoria desde o dia 3, apesar de a Justiça ter determinado a reintegração de posse na sexta-feira passada. Na segunda, houve enfrentamento com seguranças e ampliação da ocupação. Os manifestantes reivindicam a saída do reitor Timothy Mulholland, acusado de usar verbas destinadas à pesquisa na compra de móveis e equipamentos de luxo para seu apartamento funcional. A Polícia Federal tenta negociar com os estudantes uma saída pacífica do local. A UnB destaca seu esforço para evitar que os serviços sejam interrompidos, o que "com a exacerbação da invasão ameaça o andamento atual e futuro da Universidade". E faz um apelo aos manifestantes: "Para evitar que a Universidade fique prejudicada conclamamos os alunos para deixarem o prédio da Reitoria a fim de se evitar comprometimento futuro do desenvolvimento da instituição". A direção da UnB diz que estão paralisadas a elaboração de folhas de pagamento de professores, funcionários técnicos administrativos, estagiários, prestadores de serviços; execução dos concursos para professores e servidores para o Campus Darcy Ribeiro e para a expansão em Ceilândia e Gama.  Isso põe em risco o inicio das atividades da UnB nessas cidades; efetivação de contratos e convênios, como o Projeto Linguagem de Brasileira de Sinais - LIBRAS, o qual, depende de assinatura de convênio; cumprimento de decisões judiciais; e outros serviços, também considerados essenciais, segundo a nota.

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