Ocupação do porto por sem-terra deu prejuízo de US$ 15 mil

O administrador substituto do Porto de Maceió, Clóvis Pereira Calheiros, disse nesta quinta-feira que não tinha como calcular os prejuízos provocados pela ocupação do porto pelos trabalhadores rurais sem-terra. Ele disse que a administração do Porto de Maceió não seria prejudicada, porque a movimentação interrompida seria compensada depois da atividade normalizada. No entanto, ele informou que o prejuízo maior seria para a exportação de açúcar, já que as usinas estão em plena safra. Por dia, as usinas embarcam cerca de 15 mil toneladas de açúcar para o exterior, o que teria resultado num prejuízo em torno de US$ 15 mil, já que a ocupação do porto pelos cerca de cinco mil sem-terra durou quase o dia inteiro. Um motorista da Usina Coruripe, que teve a carreta retida com 66 toneladas de açúcar a granel, disse que só a sua empresa deve ter tido um prejuízo estimado em R$ 150 mil. "Eu faço por dia quatro viagens, da usina ao porto, hoje só deu para fazer a primeira, mesmo assim o meu caminhão ficou retido, por volta das 7 horas da manhã, quando tinha acabado de descarregar", comentou Antônio Celestino, motorista da Usina Coruripe, que fica a 130 quilômetros de Maceió. Clóvis Calheiros disse que, como os sem-terra liberaram a entrada do Porto de Maceió no final da tarde, os caminhoneiros que normalmente fazem quatro viagens, só deu para fazer uma. A ocupação do porto afetou também a distribuição de combustíveis, já que vários caminhões-tanques deixaram de receber gasolina e óleo diesel da Petrobras para abastecer os postos de Maceió e do interior do Estado. A gerência da Petrobras em Alagoas não divulgou o prejuízo provocado pela ação dos sem-terra.

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