Obrigação era mostrar a lista a FHC, diz Jefferson

O senador Jefferson Peres (PDT-AM) afirmou, esta manhã, que o presidente Fernando Henrique Cardoso, por ser chefe do Executivo, não teria a obrigação de tomar providências em relação à existência da lista com os votos dados pelos senadores na sessão em que foi cassado o ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DRF), em junho do ano passado. Na opinião de Jefferson, a obrigação seria do então presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). "Me custa acreditar que o ex-senador José Roberto Arruda (então PSDB-DF), sendo líder do governo, não tenha ido no dia seguinte à obtenção da lista mostrá-la ao presidente", observou o senador amazonense, referindo-se às insinuações de ACM de que o presidente teria tido acesso à lista da votação secreta. De qualquer modo, na avaliação de Peres, o Senado vai mudar, a partir da renúncia de ACM, porque terá sido quebrado um tabu: o de que nenhum senador pudesse ser cassado. "Depois de ter sido cassado um empresário poderoso (Luiz Estevão), agora o ex-líder do governo e um dos políticos mais importantes da República renunciaram para não ser cassados. Agora, os outros senadores sabem que a impunidade acabou", afirmou. Pimenta espera moderaçãoO ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, disse que sua expectativa em relação ao discurso de renúncia do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) é de que ele seja moderado em seu discurso de renúncia, hoje à tarde: "Espero que ele compreenda o momento que estamos vivendo e contenha as mágoas", afirmou o ministro, que não quis antecipar qual será a reação do governo caso ACM exagere nos ataques. Pimenta fez essas declarações ao chegar ao Legislativo para despachar no gabinete do líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM). A prática de despachar às quartas-feiras no Congresso passou a ser adotada por Pimenta no início deste ano.

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