Obras na Assembléia de SP vão custar R$ 2,44 milhões

Em meio à intensa polêmica sobrecombate à fome e à miséria e a extinção de privilégios daPrevidência, os deputados estaduais não abrem mão do conforto esegurança. O Palácio 9 de Julho - sede do Poder Legislativopaulista, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo -, está emrecesso, mas um numeroso contingente de operários com seusequipamentos ruidosos é a mais forte evidência do ritmoacelerado das obras de reformas, que incluem a barbearia e osbanheiros privativos dos 94 parlamentares, que também estãopreocupados com o paisagismo: no pátio interno do subsolo começaa surgir um bonito jardim com cerca de 120 metros quadrados deárea. Depois de contemplar seus deputados com oauxílio-moradia (R$ 2,2 mil mensais), em dezembro, a Assembléiade São Paulo - a maior do País, com 3 mil funcionários e custoanual de R$ 300 milhões, ou R$ 1 milhão por dia -, passa por sua´operação belezura´. O "conjunto de realizações", como define a presidênciada Casa, vai consumir R$ 2,44 milhões, se não houver aditamentoscontratuais. As obras mais pesadas, em curso desde o início dorecesso, são as reformas dos plenários D. Pedro I e Tiradentes,da Sala de Imprensa, do Auditório Teotônio Vilela e ampliação doestúdio de gravação dos programas da TV Assembléia. Do lado de fora do prédio, à esquerda de quem entra pelaportaria Exército, os tapumes escondem as fundações que darãosuporte ao Instituto Parlamento Paulista - R$ 119,8 mildestinados à primeira etapa do projeto -, anunciado como futura"escola política" para os funcionários da Assembléia e para acomunidade em geral. O gasto global com o toalete dos parlamentaresserá de R$ 225,1 mil - valor contratado. Oficialmente, aassessoria da Mesa sustenta que um dos principais motivos para oempreendimento no setor é a economia de água, dentro dos padrõesdo Projeto Pura (Programa de Uso Racional da Água) da Sabesp. Toda vez que a válvula do banheiro de um deputadopaulista é acionada, a bacia puxa entre 12 litros a 24 de água.Com a adoção do Pura, o consumo cairá para 6 litros. O novo jardim, que será "um espaço de circulação", vaificar em R$ 119,6 mil. A idéia é preservar as plantas que jáornavam o pátio do subsolo. Já as despesas com ar condicionadoficarão em R$ 145, 7 mil. E a recuperação da rede de iluminaçãode emergência tem custo de R$ 103,3 mil. Os plenarinhos - dispostos lado a lado, aos fundos doPlenário JK, o maior da Casa - , transformados em canteiros deobras, terão preservado o piso de ipê, original da época deconstrução do 9 de Julho, na década de 60. Será aproveitada amobília tradicional, com troca de umas poucas peças. Ostrabalhadores estão dando um jeito também na arquibancadasuperior. Telhado - Os extensos corredores são alvo das reformas,com a substituição de forros de gesso pelo preço acertado de R$124,6 mil. Parte das obras teve início no recesso de julho. Opacote abrange 18 itens, como a reforma das janelas (R$ 114,2mil); da creche e gabinete de cardiologia (R$ 85,7 mil);restauração da camada inferior da ´colméia´ (proteção dealumínio que envolve o prédio e estava ruindo) a R$ 194,5 mil;impermebialização da praça sobre a garagem (R$ 307,8 mil); e atéreparos emergenciais no telhado (R$ 20,3 mil), danificado poruma tempestade. As obras - algumas por exigência do Contru, outras paraacatar pareceres do setor de medicina de trabalho - são umadecisão conjunta da Mesa, a presidência e as duas secretarias.Treze empreiteiras de pequeno e médio portes foram contratadasmediante processos de concorrência pública.

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