Obras e reajustes têm marcado gestão do petista

Chinaglia tocou projeto para reformar apartamentos funcionais e aumentou salários na Casa

Denise Madueño, Brasília, O Estadao de S.Paulo

11 de abril de 2008 | 00h00

Se por um lado o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), enfrenta problemas para dar um ritmo mais acelerado às votações no plenário, por outro tem incrementado um programa de obras e de reajustes salariais na Casa desde que assumiu o cargo em fevereiro de 2007. Na presidência, Chinaglia levou adiante o projeto de recuperar os apartamentos funcionais e de construir mais um prédio anexo para abrigar gabinetes e reformar o espaço das assessorias técnicas.Menos de três meses depois de assumir o cargo, Chinaglia articulou a aprovação do projeto que aumentou o salário dos parlamentares em 28,5%. O reajuste também beneficiou parte dos servidores efetivos da Câmara e parte dos ocupantes de cargos de confiança.Depois de concluídos os procedimentos de licitação, a Câmara iniciou neste ano as obras de reforma em 96 apartamentos funcionais destinados ao uso dos deputados, mas que estão abandonados por causa do péssimo estado de conservação. O gasto com cada apartamento será em média de R$ 307,6 mil e o custo total dessa etapa, que deverá estar concluída em um ano, deverá ser de R$ 29,538 milhões.Na gestão Chinaglia também foi decidida a construção do novo prédio de dez andares para abrigar novos gabinetes e permitir a reforma no atual Anexo 4 com a ampliação dos atuais gabinetes. A obra deverá custar R$ 150 milhões. Para isso, Chinaglia deve contar com o dinheiro da venda da folha de pagamento, também decidida em sua gestão. O acordo com o Banco do Brasil já foi fechado e em breve será assinado o contrato pelo qual o BB pagará à Câmara R$ 220 milhões para ter o dinheiro da folha dos funcionários - de R$ 1,768 bilhão por ano, sem os encargos sociais.Chinaglia faz as contas para mostrar que sua gestão tem cortado gastos. Nesse último ano, a Câmara economizou R$ 12 milhões só com a redução de horas extras, encerrando a sessão do plenário até 19h. Economizou outros R$ 30 milhões com o corte de 1.100 cargos de natureza especial e ainda reduziu os gastos em R$ 3 milhões com a redução de diárias e passagens aéreas em missões oficiais.

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