''Objetivo é que repórter ajude autores da ação'', diz ele

O ex-deputado e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh disse ontem, por nota, que o pedido que encaminhou à 1ª Vara Federal de Brasília "não é de busca e apreensão na casa de repórter, simplesmente". "Trata-se de requerimento para que se tomem providências judiciais necessárias à execução de decisão que condena a União a abrir os arquivos da ditadura referentes ao episódio denominado Guerrilha do Araguaia." Leia a íntegra da nota"O pedido é para que sejam ouvidos todos os que nos últimos anos revelaram-se portadores de informações que possam colaborar para a reconstrução dos acontecimentos", explica, acrescentando que o jornalista do Estado Leonencio Nossa deve ser ouvido "por ser autor de reportagens sobre o tema". "O objetivo é que o repórter preste esclarecimentos e auxílio aos autores da ação. O repórter tem condições de contribuir decisivamente com a história do País, ao colaborar com a localização e fornecimento ao Estado de documentos repassados por Sebastião Curió, autor de inúmeros delitos na Guerrilha do Araguaia. A mencionada ?busca e apreensão? só ocorreria no caso de o repórter recusar-se a prestar informações à Justiça", acrescenta a nota.Para Greenhalgh, "qualquer pessoa que tenha conhecimento do mais ínfimo pormenor sobre o assunto tem a obrigação moral de relatá-lo às autoridades judiciais", porque se trata do processo de reconstrução da verdade histórica do País. "O próprio procurador da República manifesta-se na ação pelo entendimento de que pode incorrer em delito quem possui documentos e não os informa."Apesar de ter sido procurado, mas não encontrado, Greenhalgh protesta pelo fato de a reportagem ter sido publicada sem a sua opinião. Ele rejeita, ainda, qualquer paralelo de seu pedido com investidas contra a imprensa.Por fim, Greenhalgh refuta qualquer informação de que teria repassado a jornalistas documentos que constrangeriam o deputado José Genoino (PT-SP) durante a eleição. "Isso é uma ignomínia. Genoino é meu amigo, com quem convivo há 30 anos e para quem advoguei. Falo com ele quase que semanalmente", diz a nota.

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