Objetivo de ação é obter auxílio do repórter, diz Greenhalgh

Ex-deputado justifica pedido de 'busca e apreensão' na Justiça para ter acesso a documentos do Araguaia

AE, Agencia Estado

27 de novembro de 2008 | 10h03

O ex-deputado e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh disse ontem, por nota, que o pedido que encaminhou à 1ª Vara Federal de Brasília "não é de busca e apreensão na casa de repórter, simplesmente". "Trata-se de requerimento para que se tomem providências judiciais necessárias à execução de decisão que condena a União a abrir os arquivos da ditadura referentes ao episódio denominado Guerrilha do Araguaia." Ele ainda completou: "O objetivo é que o repórter preste esclarecimentos e auxílio aos autores da ação."     Veja também:   Leia a íntegra da nota de Greenhalgh sobre caso Araguaia   Greenhalgh pede busca na casa de repórter do 'Estadão' ABI vê arbítrio em ação de Greenhalgh contra ‘Estado’ "O repórter tem condições de contribuir decisivamente com a história do País, ao colaborar com a localização e fornecimento ao Estado de documentos repassados por Sebastião Curió, autor de inúmeros delitos na Guerrilha do Araguaia. A mencionada 'busca e apreensão' só ocorreria no caso de o repórter recusar-se a prestar informações à Justiça", acrescenta a nota."O pedido é para que sejam ouvidos todos os que nos últimos anos revelaram-se portadores de informações que possam colaborar para a reconstrução dos acontecimentos", explica, acrescentando que o jornalista do Estado Leonencio Nossa deve ser ouvido "por ser autor de reportagens sobre o tema". Para Greenhalgh, "qualquer pessoa que tenha conhecimento do mais ínfimo pormenor sobre o assunto tem a obrigação moral de relatá-lo às autoridades judiciais", porque se trata do processo de reconstrução da verdade histórica do País. "O próprio procurador da República manifesta-se na ação pelo entendimento de que pode incorrer em delito quem possui documentos e não os informa." Apesar de ter sido procurado, mas não encontrado, Greenhalgh protesta pelo fato de a reportagem ter sido publicada sem a sua opinião. Ele rejeita, ainda, qualquer paralelo de seu pedido com investidas contra a imprensa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.