Obama quer acordo entre EUA e China sobre cibernética

O presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente da China, Xi Jinping, tentaram cuidadosamente evitar um confronto público direto sobre segurança cibernética na abertura de uma cúpula de dois dias destinada a forjar os laços mais próximas entre os líderes das maiores economias do mundo.

ASSOCIATED PRESS, Agência Estado

08 Junho 2013 | 10h28

Obama descreveu a polêmica questão cibernética como "águas desconhecidas." O presidente disse que ele e Xi discutiram assuntos cibernéticos apenas de maneira ampla durante sua primeira rodada de conversações, mas prometeu que uma discussão mais completa ocorrerá. Ele afirmou que era essencial que os EUA e a China alcançassem um "entendimento firme" sobre as questões cibernéticas, mas evitou acusar a China de orquestrar a invasão por hackers de computadores do governo e empresas americanas.

"Devido ao incrível avanço da tecnologia, a questão da segurança cibernética e a necessidade de regras e abordagem comum serão cada vez mais importantes", disse Obama em uma entrevista coletiva com Xi na Califórnia.

Xi, que assumiu o poder na China em março, disse que a China não foi responsável pelas alegadas invasões. Ele afirmou que seu país também foi vítima de espionagem cibernética, mas não culpou ninguém pelas ações.

Falando mais amplamente, o líder chinês disse que ele e Obama acreditam que os dois países podem se aproximar um do outro de uma maneira "que é diferente do confronto e conflito inevitáveis". Ele convidou Obama para viajar à China para uma reunião similar, prometendo continua as discussões por telefone e troca de carta com o presidente americano.

Após a entrevista coletiva, Obama e XI participaram que de um jantar de trabalho privado. Eles deverão realizar outras rodadas de conversações na manhã deste sábado.

À medida que as reuniões prosseguirem, Obama tentará lidar com a impaciência de XI em relação às provocações nucleares da Coreia do Norte. O líder chinês quer que a Coreia do Norte volte às negociações nucleares, embora não esteja claro se Pyongyang está pronta para mudar seu comportamento.

Xi deverá usar a cúpula para reforçar também reclamações da China de discriminação empresarial nos EUA e expressar preocupação com os esforços de Obama para expandir a influência americana na região da Ásia-Pacífico, que a China vê como uma tentativa de conter seu crescente poder.

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