Obama liga para Dilma e agradece 'hospitalidade'

Um dia depois de Brasil defender a investigação de casos de violação de direitos humanos no Irã, na ONU, a presidente Dilma Rousseff recebeu telefonema inesperado, na tarde de hoje, do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O pedido de conversa por parte de Obama, que alterou a agenda de Dilma, foi visto por diplomatas brasileiros como um gesto de reconhecimento pelas demonstrações de mudança na postura do Planalto nos fóruns internacionais.

LEONENCIO NOSSA, Agência Estado

25 de março de 2011 | 19h31

Em entrevista, o porta-voz do Planalto, Rodrigo Baena, relatou que, na conversa, Obama agradeceu a Dilma pela "hospitalidade maravilhosa" que ele e a família tiveram durante visita ao Brasil no último fim de semana. Na conversa, Dilma afirmou que ficou "satisfeita" com a visita, considerada por ela como um "marco" nas relações entre os dois países. A presidente agradeceu Obama pelas "gentis palavras" pronunciadas num discurso no Rio, no domingo.

O presidente dos Estados Unidos havia feito referências à trajetória política de Dilma, observando que a presidente sabe "como é viver sem os direitos humanos mais básicos". A conversa de hoje por telefone serviu para dissipar o mal-estar provocado pela nota do Planalto e Itamaraty, para criticar os ataques à Líbia. O comunicado foi divulgado, ainda na segunda-feira, horas depois da despedida de Obama do Brasil. O porta-voz relatou que Dilma disse ao presidente dos Estados Unidos que era preciso prosseguir nas discussões para que a relação entre os dois países pudessem avançar.

Como de praxe nas conversas de presidentes, Obama convidou Dilma a visitar os Estados Unidos, para retribuir a "excelente" estada que teve no Brasil. Dilma afirmou que terá o "maior prazer" em viajar aos Estados Unidos, mas não estipulou data. A princípio, ela estará em Nova York, em setembro, para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

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