Obama e Lula devem discutir Cuba e Venezuela

Reunião será dia 14, em pleno fim de semana, notícia que foi recebida como sinal de deferência ao Brasil

Patricia Campos Mello, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

06 de março de 2009 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será recebido pelo colega Barack Obama na Casa Branca em pleno sábado, dia 14 de março. Originalmente, a visita estava marcada para três dias depois, mas houve um problema de agenda, obrigando a mudança. No meio diplomático, foi considerada uma deferência ao Brasil o fato de a visita ter sido remarcada para um sábado. Ao todo, o presidente Lula vai se encontrar três vezes com Obama em pouco mais de um mês - Washington, em 14 de março; Londres, em 2 de abril, na reunião do G-20; Trinidad Tobago, entre os dias 17 e 19 de abril, na Cúpula das Américas.A relação conflituosa dos Estados Unidos com a Venezuela e com Cuba será um dos temas do encontro entre os dois presidentes, na Casa Branca. Em conversa mantida anteontem à noite, por telefone, Lula sugeriu ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, levar a Obama essas dificuldades. A proposta foi aceita. A informação foi dada pelo próprio presidente venezuelano, em entrevista concedida ontem em Caracas, e também confirmada por assessores do Palácio do Planalto.REAVALIAÇÃODesde a vitória de Obama, Lula já defendia o debate sobre os países que mantêm relação conflituosa com os EUA. Em conversas por telefone, no ano passado e neste ano, Lula pediu que Obama reavaliasse as relações de seu país com a América Latina.O presidente brasileiro já pediu publicamente que os Estados Unidos reavaliem embargo econômico imposto a Cuba, uma das agendas mais delicadas para os americanos na região. Assessores do Planalto observam que, desde o governo do ex-presidente George W. Bush, Lula vem sendo tratado pelos Estados Unidos como um interlocutor importante na região. COLABOROU LEONENCIO NOSSA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.