Obama critica cooperação Brasil-EUA em etanol

O senador democrata Barack Obama, um dos favoritos na campanha presidencial dos Estados Unidos, criticou nesta sexta-feira, 9, o acordo de cooperação em etanol entre o Brasil e os Estados Unidos anunciado em encontro entre os presidentes dos dois países, Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush. "O relacionamento entre Estados Unidos e Brasil não pode atrapalhar a produção doméstica de combustíveis renováveis ou o desenvolvimento de novas tecnologias aqui em casa", disse Obama, que é senador por Illinois. O Estado é o segundo maior produtor de milho dos EUA, atrás apenas de Iowa, do senador protecionista Charles Grassley. O etanol nos Estados Unidos é produzido a partir do milho. "Em relação à busca de nosso país por independência energética, substituir petróleo importado por etanol brasileiro não serve aos interesses de nossa segurança nacional." Obama também foi um forte defensor da lei de dezembro do ano passado que prorrogou, até 2009, as tarifas de importação de US$ 0,54 por galão de etanol brasileiro.Em visita ao Brasil, Bush admitiu nesta sexta-feira que a tarifa cobrada sobre o etanol não terá queda. "Isso não vai acontecer (mudanças nas tarifas). Até 2009, estas tarifas permanecerão e lá na frente o Congresso norte-americano fará algo". Segundo Obama, aqueles que defendem a substituição de biocombustíveis produzidos nos EUA por etanol brasileiro não compreendem os desafios de longo prazo da segurança energética. Obama se refere a propostas que circulam pelo Congresso para flexibilização das cotas sem tarifa e redução gradual dos impostos de importação. Uma dessas propostas é do senador republicano Richard Lugar, que reagiu aos comentários de Obama. "Nossos esforços para promover combustíveis alternativos e reduzir a dependência do petróleo vão ter os melhores resultados se tivermos fortes parcerias no exterior - o presidente Bush deu um primeiro passo importante nessa direção", disse Lugar.

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