OAB quer que PF apure suposta espionagem de Renan

A denúncia é de que o senador teria usado o cargo para espionar adversários e intimidá-los

VANNILDO MENDES, Agencia Estado

08 de outubro de 2007 | 20h00

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, considerou extremamente grave a denúncia de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), mandou espionar adversários políticos para intimidá-los e defendeu a imediata abertura de investigação tanto no Congresso como na Polícia Federal (PF). "É extremamente grave qualquer informação de que no País se vive um estado de big brother, de bisbilhotice", criticou. Veja Também:  Em nota, Renan nega espionagem contra senadores da oposição Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan Assessor de Renan nega esquema espionagem contra senadores Renan está levando Senado 'à sarjeta', diz Jarbas Oposição reage e Renan será alvo de 5º processo no Senado O ministro da Justiça, Tarso Genro, informou, por meio da assessoria, que aguarda ser acionado pelo Congresso para definir se a denúncia traz elementos suficientes para a abertura de inquérito na PF. Ele não quis comentar o episódio antes de tomar conhecimento pleno dos fatos. Para o presidente da OAB, porém, os fatos relatados pelos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marcondes Perillo (PSDB-GO) são suficientes para o início da investigação. "Não tenho a menor dúvida de que o caso deve ser investigado a fundo", disse.Segundo Britto, o Senado é um órgão fundamental para o estado de direito e seu presidente, que é substituto legal do presidente da República, não pode estar sob suspeição. "Não pode existir dúvida sobre aquele que conduz esse órgão. Toda a investigação tem que ser feita e os esclarecimentos prestados, para que a população não tenha dúvida sobre o representante da Casa", disse. Ele explicou que, pela legislação vigente, a espionagem privada com fins espúrios é crime, com agravantes quando o objetivo é a intimidação ou a chantagem política.

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