OAB nacional pede saída ou prisão de Arruda

Na avaliação do presidente da entidade, não há mais 'ambiente' para Arruda continuar governando

Neri Vitor Eich, Agência Estado

09 de fevereiro de 2010 | 18h53

A adoção das medidas judiciais necessárias para o "imediato afastamento do governador" do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), ou, "se for o caso, sua prisão preventiva" é solicitada pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcanti, em ofício enviado nesta terça-feira, 9, ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Arruda é acusado de chefiar o escândalo de corrupção conhecido como "Mensalão do DEM" e de tentar obstruir a apuração dos fatos pela Justiça.  

 

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De acordo com informação divulgada pela OAB nesta terça-feira, 9, Cavalcanti considera que a permanência do governador no cargo se tornou "incompatível" com o exercício da função pública, "diante do fato de que ele violou diversos estatutos." Na avaliação do presidente da OAB, não há mais "ambiente" para Arruda continuar governando, e a permanência dele no cargo "poderá ensejar dano efetivo à instrução processual."

 

No ofício a Gurgel, Ophir Cavalcanti informa que o Conselho Federal da OAB e a Seccional da OAB no Distrito Federal ajuizaram ação civil pública contra Arruda na 3ª Vara Federal do Distrito Federal, acusando-o de "improbidade administrativa" e pedindo que seja decretada a indisponibilidade dos bens do governador e de 10 deputados distritais acusados de se beneficiar de propinas no esquema. Cavalcanti destaca que, no caso de Arruda, "a prova é incontroversa", o que exigiria seu imediato afastamento do cargo.

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