OAB nacional nega apoio a movimento 'Cansei'

Movimento apoiado por diversas entidades, entre elas a OAB-SP, protesta contra impunidade e corrupção

Agência Brasil

06 de agosto de 2007 | 16h04

Após muita discussão, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu, em reunião realizada nesta segunda-feira, 6, não participar do Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, conhecido como 'Cansei'. O movimento protesta contra a corrupção e a impunidade.   Veja Também: PT é o partido do não cansamos, diz Marta Blog do Guterman: Eu também Cansei    "O Conselho Federal não fez juízo de valor sobre o movimento, entende que toda a sociedade deve se manifestar como bem entende, faz parte da democracia a manifestação da sociedade, mas não é um movimento do Conselho Federal", afirmou o presidente da OAB, Cezar Britto.   A decisão veio após a OAB-SP ter se manifestado publicamente a favor do movimento, que também tem o apoio de entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert) e outros grupos. Segundo o site dos organizadores, a proposta do 'Cansei' é sensibilizar os cidadãos a pararem durante um minuto no próximo dia 17, quando o acidente com o Airbus da TAM completa um mês.   A OAB do Rio de Janeiro já criticou o movimento afirmando que há intenções políticas. A instituição divulgou uma nota em que o classifica como "golpista, estreito e que só conta com a participação de setores e personalidades das classes mais abastadas do estado de São Paulo". Nesta segunda, ao participar da reunião do Conselho Federal o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, afirmou "ou vamos fazer uma homenagem as vítimas, ou vamos criticar o governo".   O presidente da seccional de São Paulo, Luiz Flávio D'urso, não esteve na reunião. No site do movimento na internet há uma declaração de D'Urso em que ele diz que "não se trata de um ato político, mas de uma manifestação cívica de cidadania e de amor ao Brasil".   O 'Cansei' já foi alvo de outras críticas, como a de parlamentares paulistas, que acusam os organizadores de fazerem política em cima da tragédia que foi o acidente com o avião da TAM quando morreram 199 pessoas.   Reação   No último sábado, a cerimônia de abertura do 3º Congresso Estadual do PT, se transformou em palco da reação do partido ao movimentos críticos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à imprensa e à oposição. Ao mesmo tempo em que se formava uma manifestação na Avenida Paulista, algumas das principais lideranças do PT discursavam no centro da cidade atacando duramente o movimento "Cansei", a oposição e a imprensa.   "Este partido é o partido do não cansamos, porque já sabemos que fizemos, mas podemos fazer ainda mais", gritou a ministra do Turismo Marta Suplicy, para uma platéia de 1.100 delegados que participam da etapa paulista do Congresso. "Não cansamos de defender o governo Lula e vamos à rua defendê-lo. Vamos defender em cada esquina, cada escola e cada fábrica", completou.   (Com Agência Brasil)

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