OAB julga como grave as novas denúncias contra Protógenes

Presidente da entidade cobra providências do governo em relação as ilegalidade cometidas pelo delegado da PF

Marcelo de Moraes, Agência Estado

08 de março de 2009 | 15h37

Em nota oficial, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, cobrou neste domingo, 8, providências do governo federal contra as supostas investigações ilegais feitas pelo delegado da Polícia Federal Protógenes Queirós durante a Operação Satiagraha.   Veja também: Operação Satiagraha As prisões de Daniel Dantas Os alvos da Operação Satiagraha Presidente da CPI quer prorrogação para investigar Protógenes Relatório da CPI não pede indiciamento de Protógenes e Dantas Protógenes espionou autoridades ilegalmente, diz revista   Britto disse que "a denúncia de múltiplos grampos ilegais, atribuídos à responsabilidade do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, no curso da Operação Satiagraha, excede as mais pessimistas estimativas de agressão e afronta ao Estado democrático de Direito".   Britto afirma que as novas denúncias publicadas nesse fim de semana pela revista Veja sobre ilegalidades cometidas por Protógenes, como o monitoramento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, "são gravíssimas e exigem do Poder Público investigação rigorosa e responsabilização penal exemplar". "Há muito, a Ordem dos Advogados do Brasil clama contra o Estado de bisbilhotice que se instalou no Brasil e o declara incompatível com os princípios da Constituição Federal em vigor", diz.   O presidente da OAB foi direto ao avaliar os atos do delegado : "Constitui transgressão ética, moral e política. Quando praticada contra as mais altas autoridades do país, põe em insegurança toda a cidadania. Urge, pois, que se prorrogue a CPI dos Grampos, na Câmara dos Deputados, e que se investigue a fundo a denúncia publicada por Veja, cuja gravidade nos coloca diante de um escândalo institucional intolerável e sem precedentes em sua extensão".   Britto defende que seja criada um órgão externo de controle para as polícias, como ocorreu com o Poder Judiciário. "No Estado democrático de Direito, não pode haver instituições do Estado impermeáveis à fiscalização da sociedade", afirma na nota.

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