OAB e Transparência Brasil querem ACM e Arruda cassados

Opresidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rubens Approbato Machado, reafirmou nesta sexta-feira a decisão daentidade de lutar pela cassação dos senadores José Roberto Arruda (sem partido-DF) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).Approbato afirmou que "as confissões tardias, só existentes após desvendado o ilícito, não merecem outra solução que não ada cassação dos mandatos daqueles que desonraram seus compromissos com a sociedade, deixando-a instável, insegura". Approbato denunciou também a existência de uma malha de corrupção na administração pública "escancarada por denúnciasque partem de todos os lados, a todo momento, e em todos os níveis".Para ele, o depoimento do senador Antonio CarlosMagalhães (PFL-BA) à Comissão de Ética do Senado foi ultrajante. O presidente da OAB Seção São Paulo, Carlos Miguel Aidar, também afirmou que é a favor da cassação não só de ACM e deArruda, mas também do presidente do Senado, Jáder Barbalho (PMDB-PA), suspeito de envolvimento no escândalo da Sudam."Os três quebraram o decoro parlamentar. A punição prevista na Constituição e no regimento interno do Senado para a quebrade decoro é a cassação", explicou Aidar. Para ele, resta agora os demais senadores cumprirem a Constituição e o regimentointerno.Aidar não acredita que Arruda e ACM renunciem aos seus mandatos. "Ou os dois renunciam ou nenhum deles. No meuentendimento, eles não renunciarão", disse. Para ele, se o pefelista renunciar, se enfraquecerá até na Bahia, seu Estado. "E,se o Arruda renunciar, salva o Antônio Carlos", avaliou Aidar.O secretário da Transparência Brasil, Cláudio Abramo, disse nesta sexta-feira que não adianta focar a discussão"apenas nas pessoas". "A luta maior é pela reforma das instituições", afirmou ele. Para Abramo, a luta pela cassação domandato dos dois senadores é legítima e está sendo muito bem conduzida pela Comissão de Ética do Senado."Há evidências claras que podem levar à punição, e consideramos que a definição final é da Comissão de Ética", destacou osecretário.Apesar de defender a participação da sociedade civil em episódios desse gênero, ele considera que "é preciso tomaro cuidado de não voltar a atenção apenas aos processos de cassação", caso eles ocorram. "Não adianta resolver casosindividuais se as instituições não são reformadas", argumentou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.