OAB do DF defende a cassação de Jaqueline Roriz

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), Francisco Caputo, defendeu a cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em vídeo recebendo um maço de dinheiro do delator do esquema do "mensalão do DEM", Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF.

EDUARDO BRESCIANI E DENISE MADUEÑO, Agência Estado

10 de março de 2011 | 13h46

Caputo se encontrou com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), nesta manhã. "Não tem explicação que ela dê que iniba a conclusão de que foi ou fruto de compra de apoio político ou ilícito de campanha, e ambos merecem cassação", afirmou.

O presidente da OAB-DF disse que a Câmara tem instrumentos legais para a abertura de processo contra a deputada e que o entendimento do Conselho de Ética de julgar apenas fatos ocorridos após a posse do parlamentar não se aplica a Jaqueline Roriz. "É diferente da questão dos mensaleiros, que quando se submeteram às urnas já se sabia das acusações. No caso da Jaqueline, se a população conhecesse (as denúncias), talvez ela não tivesse recebido os votos que recebeu", argumentou.

Maia e Caputo querem o fim do benefício da delação premiada para Durval. Eles questionam a divulgação dos vídeos a conta gotas. "Temos de cogitar que seja cassada a condição de Durval de delação premiada, já que a divulgação dos vídeos acontece de forma aleatória. A delação premiada pressupõe que todas as informações venham à tona", disse Maia.

Caputo irá procurar o Ministério Público para tratar do assunto. "Não é razoável que um delator use as informações de acordo com as suas conveniências pessoais. Nós queremos a ampla divulgação", afirmou o presidente da OAB. Ele estima que existam 200 vídeos relativos ao escândalo do "mensalão do DEM". O de Jaqueline Roriz foi o de número 31. "Tem mais vídeos envolvendo outras autoridades. Eventualmente as pessoas estão ocupando outros cargos e queremos saber quem são os personagens", disse.

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