OAB defende CPI do Cachoeira e pede expulsão dos 'culpados'

Em nota, entidade diz creditar 'absoluta confiança aos trabalhos' da comissão, que será responsável por investigar as relações do contraventor com políticos

13 de abril de 2012 | 12h17

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal disse, em nota divulgada nesta sexta-feira, 13, que apoia a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso para investigar as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com parlamentares e agentes públicos. No texto, o OAB-DF pede ainda a expulsão dos culpados.

 

"A OAB-DF credita absoluta confiança aos trabalhos da CPMI e espera de seus membros a punição dos culpados e a exclusão dos cargos que ocupam, para libertar moralmente e politicamente a sociedade brasileira", conclui a nota.

 

O texto de requerimento da CPI está pronto e já começou no Congresso a coleta das assinaturas necessárias para formalizar a comissão - é preciso ter, no mínimo, 27 senadores e 171 deputados. O líder do PT no Senado, senador Walter Pinheiro (BA) acredita que até terça-feira, 17, o requerimento seja entregue à mesa do Congresso.

 

De acordo com o texto, a CPI vai apurar práticas de trafico de influência para legalizar jogos de azar, crimes de corrupção, prevaricação, condescendência criminosa, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional, violação e divulgação de comunicação telefonia e telemática, exercício de atividades com infração de decisão administrativa, exploração de prestígio e formação de quadrilha por agentes públicos associados ou não a agentes privados com a finalidade de impedir a cessação das atividades ilícitas. Também recai sobre Cachoeira, segundo o requerimento, prática do crime de transferência de dinheiro obtido por meio de jogo de azar para empreendimentos supostamente legais, fraude em licitações e fraude em licitação.

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