OAB critica polícia no caso Silvio Santos

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seção São Paulo (OAB-SP), Carlos Miguel Aidar, o episódio em que o empresário Silvio Santos ficou mais de sete horas como refém do seqüestrador Fernando Dutra Pinto reflete a falta de preparo da polícia e a falta de atenção do governo federal para políticas sociais. "O governo só se preocupa com a meta econômica. O ser humano está relegado a segundo plano", criticou. "Ações como esse seqüestro acontecem por causa da impunidade, somada à falta de policiamento". Aidar não concorda também com a postura adotada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que foi pessoalmente negociar com o seqüestrador. "Essa não é a função do governador, ele tem mais a fazer do que cuidar do seqüestrador. Agora, será que se fosse qualquer um que tivesse a filha seqüestrada, o governador iria também na casa dele?", questionou.

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