OAB aciona Tarso no STF para esclarecer suposto vazamento

Ministro diz que vazamento de operação envolvendo clã Sarney poderia ter sido ser feito por advogados

Agência Brasil

30 de julho de 2009 | 17h46

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quer explicações do ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre declarações dadas por ele nesta semana ao jornal Folha de S.Paulo. O ministro sugeriu, na entrevista, que o vazamento de conversas de uma operação policial envolvendo a família Sarney poderia ter sido ser feito por advogados "para desviar o foco ou para comprovar a inocência de seu cliente".

 

Na quarta-feira, a OAB protocolou uma interpelação judicial ao ministro no Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade exige que o ministro da Justiça apresente os nomes dos profissionais da advocacia, que seriam responsáveis pelo vazamento.

 

O secretário-geral da OAB, Alberto Toron, classificou como "inaceitáveis" as declarações de Tarso por terem "enxovalhado" a honra dos advogados de uma forma genérica.

 

"Houve um vazamento criminoso das conversas envolvendo José Sarney, seu filho Fernando Sarney e Maria Beatriz Sarney, neta do presidente do Senado, e mais uma vez o Requerido (o ministro Tarso Genro) se apressa, ao que tudo indica, sem nenhuma apuração, em apontar os culpados de sempre: os advogados", informa a OAB na ação protocolada.

 

"É inconcebível que uma declaração dessa gravidade, feita por uma autoridade do porte do Requerido, possa ficar solta no ar, conspurcando todos os advogados, quando é notório que o tipo de vazamento realizado, uma vez mais, tem nítido caráter incriminatório e jamais partiria dos advogados", acrescentou a entidade na ação.

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