‘O que vale é a aliança nacional’, diz presidente

Na Bahia, onde o PMDB vai lançar candidato em oposição ao governo petista, a presidente sinalizou que o PT terá que fazer sacrifícios no plano regional para garantir a reeleição

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2013 | 19h00

Salvador - A presidente Dilma Rousseff sinalizou ontem que o PT terá de fazer sacrifícios nos Estados a fim de garantir a coligação de seu projeto de reeleição. "O que vale é a política de alianças nacional", disse, em entrevista a duas rádios de Salvador.

Os entrevistadores perguntaram sobre a situação do PMDB na Bahia, que faz oposição ao governo petista de Jaques Wagner, apesar de seu presidente regional, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, ser vice-presidente na Caixa Econômica Federal – portanto, subordinado a Dilma. Geddel é pré-candidato ao governo baiano. O PP também ameaça deixar a base de Wagner para apoiar a provável candidatura da senadora Lídice da Mata (PSB) ao governo.

"É óbvio que os partidos no Brasil não são homogêneos, têm características e dinâmicas diferenciadas, regionalmente, mas a política nacional se sobrepõe a qualquer aliança regional", disse Dilma. "O que vale é a política nacional e a política de alianças nacional. Se houver problemas que podem interferir na aliança nacional, ele vai ser tratado como uma questão nacional. O que é regional tem de ser resolvido regionalmente."

Dilma esteve em Salvador para inaugurar a Via Expressa Baía de Todos os Santos, avenida de 4,3 km e R$ 480 milhões que liga a BR-324 ao porto. Foi a segunda visita à cidade em duas semanas.

 

 

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