DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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'O que não temos é o direito de ser violento', afirma Dilma sobre protestos

Presidente foi recebida sob aplausos e manifestações de apoio no Acre e lembrou o período em que participou de manifestações na Ditadura Militar

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 20h21

Atualizado às 21h02

São Paulo - A quatro dias dos protestos que devem defender seu impeachment, a presidente Dilma Rousseff declarou nesta noite, que não tem qualquer restrição ao direito da população de se manifestar. Após lembrar que, durante a juventude, participou de manifestações contra o Regime Militar, Dilma afirmou que a livre manifestação é algo que o Brasil tem de defender, desde que seja pacífica.

"Temos direito de se manifestar. O que nós não temos é o direito de ser violento", afirmou durante entrevista coletiva após cerimônia de entrega de 967 casas do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Rio Branco, no Acre, onde foi recebida sob aplausos e manifestações de apoio. A presidente lembrou o caso das manifestações de junho de 2013, que, segundo ela, foram pacíficas, mas teve momento "que perdeu o controle, porque um grupo ficou mais radicalizado".

"A livre manifestação é algo que o Brasil tem de defender e defender que seja feita de forma pacífica", afirmou. No último domingo, a presidente foi alvo de "panelaço" em algumas capitais enquanto fazia discurso oficial na TV. Ontem, Dilma foi vaiada por cerca de 200 pessoas, durante Salão Internacional da Construção Civil em São Paulo.

A presidente aproveitou ainda para voltar a defender as medidas de ajuste fiscal que o governo federal vem tomando, durante discurso na cerimônia de entrega das unidades habitacionais do MCMV. Assim como fez em discursos anteriores de entrega de casas, Dilma afirmou que todas as medidas que o governo toma tem o objetivo de garantir que o Brasil cresça, gere empregos e que os programas sociais se expandam.

"Todas as medidas que meu governo toma tem um sentido: garantir que nosso País cresça e gere empregos. (...) Todo nosso esforço é para assegurar que esses programas (sociais) não só continuem, mas melhorem de qualidade, se expandam e atendam aos que mais precisam", afirmou no fim do discurso, de cerca de 30 minutos. A presidente citou em especial o MCMV, que "nunca existiu na história brasileira" e deverá entregar 6,750 milhões de moradia até 2018. 

Na fala, Dilma voltou a destacar que o governo lançará a terceira fase do programa entre 2015 e 2018. Segundo ela, o MCMV 3 terá como meta a contratação de 3 milhões de residências. "As populações de áreas atingidas (pelas enchentes) terão prioridade", prometeu. A chefe do Executivo Federal ressaltou ainda que, até agora, já foram construídas e entregues quase 2,1 milhões de casas e que outras 1,650 milhão de unidades estão em construção. 

De acordo com Dilma, até o fim de junho deverão ser entregues mais de 2 mil casas do programa em todo o País. Até 25 de março, ela anunciou que serão entregues 257 casas; até 15 de abril, mais 204 residências; e "em meados de junho", mais 756 casas. A presidente destacou que, na conta, já entram as 967 unidades entregues hoje no Acre, sendo 434 moradias no residencial do Cidade do Povo, 423 no residencial Rui Lina II, 100 no Cabreúva e 100 no Abunã.

Manifestações. Ao contrário das vaias que recebeu ontem durante participação em evento em São Paulo, Dilma recebeu várias manifestações de apoio durante o evento no Acre. Com frases como "Dilma, guerreira da pátria brasileira", pessoas vestindo camisas vermelhas com o nome da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ovacionaram a presidente diversas vezes durante sua fala, sendo que as manifestações que foram agradecidas pela presidente.

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