'O que ele fez além de secretário do PT?', diz defesa de Pereira

Advogado diz que episódios listados na denúncia seriam referentes a período anterior à gestão de Silvio Pereira

22 de agosto de 2007 | 15h30

Sérgio Salgado, advogado de Silvio Pereira, à época secretário-geral do PT, afirmou que seu cliente nunca disputou nenhum cargo eletivo e nunca exerceu no partido cargo ligado a dinheiro. Segundo ele, a "quadrilha" classificada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, teria começado a operar em 2002, mas Pereira começou a trabalhar no cargo apenas em 2004, assumindo um mandato tampão. E que os episódios listados na denúncia seriam referentes a período anterior à gestão de Silvio como secretário do partido.   Veja também:   'Sem governo, mensalão não existiria', diz procurador Denúncia não revela elo de Dirceu com mensalão, diz defesa Relator do mensalão não poupa acusados em apresentação STF nega pedido de Jefferson por julgamentos individuais STF inicia julgamento dos 40 acusados pelo mensalão Ministro do STJ defende fim do foro privilegiado a autoridades  Quem são os 40 do mensalão   Saiba como o STF vai examinar a denúncia do 'mensalão' Deputados na mira: os cassados, os absolvidos e os que renunciaram  Entenda: de uma câmera oculta aos 40 do mensalão  Veja o flagra de Marinho      "Eu não sei do que me defender? Qual a conduta do Silvio? O que ele fez além de secretário-geral do PT? Ele está sendo acusado de peculato em quatro das três coisas ele está sendo acusado de coisas antes dele assumir o cargo", questionou. Segundo o advogado, houve apenas uma citação sobre Pereira na compra de um apartamento pela ex-mulher de José Dirceu, ex-ministro e deputado cassado.   O esquema do mensalão - pagamento de uma suposta mesada a parlamentares para votarem a favor de projetos do governo - foi denunciado por Roberto Jefferson, então deputado pelo PTB e presidente da legenda, que acabou sendo cassado por conta de seu envolvimento. Segundo ele, os pagamentos mensais chegavam a R$ 30 mil e o esquema de repasse do dinheiro era feito através de movimentações financeiras do empresário Marcos Valério. Dos acusados de envolvimento no esquema, foram cassados José Dirceu, Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciou o mensalão, e Pedro Corrêa (PP-PE). Quatro parlamentares renunciaram para fugir do processo e 11 foram absolvidos.

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