Keila Jimenez, O Estadao de S.Paulo

10 de setembro de 2008 | 00h00

Como é linda a inclusão digital, mesmo espremida no horário eleitoral. Mal consigo ver a cara do candidato, mas ele implora, nos poucos segundos que lhe restam, para que entrem no seu blog, visitem o seu site... Mesmo que isso signifique morrer na praia, ou melhor, na tela, soletrando apenas o "www"... Chega a hora do disk-promessa. A professora Cleuzinha promete mais amor e paz. Genérico, mas não como Edmilson Costa, do PCB, que vai transformar São Paulo em um lugar mais camarada. Há também os radicais. No PCO, a promessa é dissolver completamente a PM. Dissolver como? Em ácido? Esquece. Mas vem do PV o maior susto. "Castração gratuita para todos." Política de controle de natalidade? Não, o candidato autor da promessa é Luiz da Proteção Animal. Sim, esse é o nome dele, para o alívio geral da nação.Por falta de tempo ou por pura inclusão social, o time do PRTB investe na linguagem dos sinais. Pede votos com um sinal não identificado com a mão, que passa longe do já manjado "V" de vitória. Ah, acho que é "L" de Levi Fidelix, o do aerotrem, sabe? Criativo. Mais enigmática ainda é a campanha do PSDC. "Quem é 27?", "Quem é 27?", os candidatos perguntam sem parar. E quem é 27, afinal? Não sei. Terminou o tempo .E Vinícius remexe na cova. "Pode se matar o sonhador, mas nunca os sonhos", anuncia Ester , do PTB. Da candidata do PT, todo o poder da rima. "Chega de mentira, vote em..." Jandira , é claro. Já Corisco do Trio Marrom pede sua confiança. Cadê a poesia nisso? Ah, vai, a mãe dele estava inspirada. Dra. Havanir saca o Aurélio e promete não fazer parte dessa "súcia". O que é súcia? Até o próximo horário eleitoral você já descobriu.

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