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'O PMDB está com dor de cotovelo', diz dirigente de sigla ligada a Kassab

Ex-vereador está na linha de frente no processo de recriação do PL, sigla que poderá fundir-se com o PSD, e comenta tentativa de barrar criação de novos partidos

Entrevista com

Cleovan Siqueira

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 16h07

São Paulo - Amigo do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, desde os anos 80, o ex-vereador de Caldas Novas (GO) Cleovan Siqueira é o nome que está na linha de frente no processo de recriação do PL, sigla que está sendo organizada e poderá fundir-se com o PSD. Dessa união, deve nascer uma nova legenda, abrindo uma janela de infidelidade aos parlamentares que desejarem mudar de partido. A ideia do projeto, que foi idealizado por Kassab, é criar um grande partido que possa fazer frente ao PMDB no Congresso. Nesta entrevista ao Estado, Siqueira chama de "dor de cotovelo" a iniciativa de peemedebistas e da oposição de votar projeto que exige 5 anos de funcionamento de um partido para a fusão com outra legenda - vista como uma tentativa de impedir que o PL se junte à sigla de Kassab. Ele reconhece, porém, seus laços com o partido do ministro: "Somos irmãos gêmeos do PSD", diz.      

O que o senhor achou da iniciativa do PMDB e da oposição de tentarem coibir fusões para impedir a criação do PL? 

Cleovan: Estou muito feliz em ver que um partido que ainda nem nasceu está promovendo a reforma política no Brasil e fazendo o Congresso Nacional andar (risos).  Vamos seguir com o processo e pedir o nosso registro em março. Seremos irmãos gêmeos do PSD. Se proibirem a fusão, formaremos um bloco e caminharemos juntos no mesmo projeto. 


Como o senhor viu o projeto de lei do DEM que dificultaria a criação do PL?

Cleovan:  É um direito deles, faz parte do jogo democrático e o liberal é um democrata radical.


O DEM foi o partido mais prejudicado pela criação do PSD. Acha que eles temem perder mais gente para o PL?

Cleovan: O DEM tem medo do surgimento do PL porque também é um partido liberal. Tem muita gente lá que gostaria de estar em um partido com uma raiz ideológica claramente liberal. A mudança de nome [de PFL para DEM] desagradou muita gente.


É verdade que o PL está sendo criado para que seja possível formar um novo partido, que rivalizaria em tamanho com o PMDB na aliança?

Cleovan: Faz oito anos que fundei o PL. Naquela época não existia essa conjuntura política. O liberal é como a Coca-Cola: tem em mais de cem países do mundo. Por que não podemos fazer um Partido Liberal no Brasil? 


Qual é o papel do PSD na criação do PL?

Cleovan: Sou grato ao PSD. Não tive ajuda nem do PSDB, nem do PMDB no processo de criação do partido. Eles tem dor de cotovelo. O Aécio (Neves, presidente do PSDB) deve ter ficado sabendo que algum deputado, senador ou governador do PSDB pode estar namorando o PL. 


Esse namoro existe? 

Cleovan: Quem sabe...é possível. Tem gente do PSDB e do PMDB que nos procurou.     

    

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