'O jogo não começou', diz Campos sobre pesquisas

O pré-candidato ao Planalto e governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), justificou o resultado das últimas pesquisas que apontam que a presidente Dilma Rousseff venceria as eleições ao Planalto em 2014, contra qualquer um dos adversários, que estão colocados, alegando que "o jogo (eleitoral) ainda não começou". Eduardo Campos, que deu declarações nesta terça-feira, 03, em Aracaju (SE), onde participou do velório do governador de Sergipe, Marcelo Déda, disse que "o debate ainda não começou" e que "90% das pessoas estão ligadas em outros assuntos diferentes de política e sucessão".

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

03 Dezembro 2013 | 16h08

Ele ressalvou, no entanto, que é preciso prestar a atenção em um dado das pesquisas: que 66% das pessoas querem mudanças em relação ao que está aí. Para Campos, exatamente por isso, "é muito natural que as pesquisas com esta antecedência representem muito mais um recall do que um posicionamento político". Segundo o governador pernambucano, à medida que o tempo for passando, lá para julho ou agosto do ano que vem, "as pessoas vão se ligar neste assunto e vão perceber que têm opções e vão se posicionar em relação a estas opções", já que muitas delas ainda não são completamente conhecidas e estão se candidatando pela primeira vez à Presidência, que é uma eleição nacional, como ele.

Sobre a possibilidade de inversão de chapa entre ele e Marina Silva, da Rede Sustentável, já que ela está à frente dele nas pesquisas, Eduardo Campos disse que este assunto só será tratado em 2014. Para ele, "dá facilmente para mudar" o quadro apresentado pelas pesquisas. "Não tenho dúvida disso (mudança do quadro) porque as pessoas vão sair de casa em busca de algo diferente. Vão procurar na prateleira algo diferente porque estão dizendo isso. Há mais de um ano, antes das manifestações, as pesquisas já começavam a dizer isso, que queriam mudanças. Com as manifestações, esse sentimento se aprofundou, e é bem verdade que este sentimento já vem de longe".

Na avaliação de Eduardo Campos, assim como nas três últimas eleições, em 2014, certamente também terá segundo turno, apesar de as pesquisas, neste momento, preferencialmente, não apontarem isso. "Se todas as últimas três campanhas você teve eleição em dois turnos, é natural que esta seja uma eleição em dois turnos. No primeiro momento, leva vantagem quem tem um pouco mais de tempo na televisão (a presidente Dilma Rousseff), mas, em um segundo momento, o jogo é igual, é tempo de televisão igual para todo mundo e começa outro tipo de debate", comentou. Segundo Campos, o momento é de "ter tranquilidade de fazer o debate de forma eficiente e eficaz".

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