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?O governo joga no nosso time?, diz Stédile, do MST

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com a cúpula nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST) a partir das 10 horas. Do encontro estão participando cerca de 30 representantes do MST e os ministrros da Casa Civil, José Dirceu, do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci. Um dos coordenadores nacionais do MST, João Pedro Stédile, disse, antes de entrar no gabinete presidencial, que está otimista com os resultados do encontro. "Viemos com o time completo para ganhar dos argentinos", disse Stédile, usando como metáfora o jogo de hoje à noite entre o brasileiro Santos e o argentino Boca Juniors, pela Taça Libertadores das Américas. "A reforma agrária é igual a futebol, e o time dos latifundiários vai ser derrotado. O governo joga no nosso time". O MST levou ao Planalto uma bola de futebol de couro, confeccionada por estudantes de uma escola de Veranópolis, no Rio Grande do Sul, e uma cesta com aguardente, vinho, vídeos, livros, bonés, camisetas, leites e geléias. Segundo Stedile, dar a bola a Lula é uma forma de mostrar que o movimento está confiante no Plano Nacional de Reforma Agrária. Ele assegurou que os líderes não estão frustrados com a política do governo Lula para o setor. "Ao contrário. Vivemos momento histórico importante", afirmou. "Estamos animados porque a reforma agrária em todos os países do mundo acontece quando se conjugam dois fatores: um governo popular que quer fazer a reforma e, de outro, quando se têm movimento de camponeses unidos". Stedile negou que a onda de saques no Nordeste por famílias sem terra esteja partindo de uma decisão nacional do MST. "Esses são problemas localizados, que o povo de cada região decide", disse. "Se alguém está passando fome, vai buscar uma solução". Ele disse, também, que não há um aumento de ocupações no campo. "A sociedade brasileira sabe que a reforma agrária é a principal medida para combater o desemprego e a fome", observou. "Vamos sair daqui e brindar com cachaça de Minas". O coordenador naciona do MST disse, no entanto, que o movimento não veio discutir trégua com o governo.

Agencia Estado,

02 de julho de 2003 | 10h45

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